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Casuarina canta a história do samba e homenageia a Rádio Nacional 07.11.16

Casuarina canta a história do samba e homenageia a Rádio Nacional

Homenagem do 54º Festival Villa-Lobos ao gênero musical que é símbolo do Brasil, o show “CentenáRIO Samba” teve como único contratempo a chuva torrencial do sábado, que fez com que fosse transferido para o domingo, antes do show de Paulinho da Viola. Questões meteorológicas à parte, a Praça Mauá assistiu a uma verdadeira antologia do samba comandada pelo conjunto Casuarina: Daniel Montes (violão), Gabriel Azevedo (voz e pandeiro), João Cavalcanti (voz e tantã), João Fernando (bandolim) e Rafael Freire (cavaquinho). Uma antologia iniciada oportunamente com “Pelo telefone” (Donga e Mauro de Almeida), samba que é o ponto de partida para o centenário que se comemora neste ano. Em seguida, o repertório teve Pixinguinha, Sinhô, Noel Rosa, Herivelto Martins, Assis Valente, Dona Ivone Lara, Cartola e Martinho da Vila, entre muitos outros mestres.


Para contar essa história, o Casuarina recebeu três convidados: Pedro Miranda fez o povo dançar ao som de “Se você jurar” (Ismael Silva e Nilton Bastos) e “Falsa baiana” (Geraldo Pereira). Depois, foi a vez de Nilze Carvalho relembrar os inventores Ary Barroso (“Isto aqui o que é”) e Dorival Caymmi (“O samba da minha terra”). Já a Moyseis Marques coube comprovar que o samba segue vivo, com exemplares da produção atual, como “Alma boêmia”, “Se a fila andar” (ambos de Toninho Geraes), “Vara de família” (Fred Camacho e Nei Lopes) e a inédita “Meu canto é pra valer” (do próprio Moyseis com Moacyr Luz).


A história do samba foi contada também num momento entre músicas, quando Gabriel Azevedo pediu ao público para olhar para o prédio mais alto e mais antigo da Praça Mauá, o Edifício A Noite: “Se o samba se tornou gênero musical de todo o país, isso se deve em grande parte à emissora de rádio que ficava ali no alto daquele edifício: a Rádio Nacional, que merece todo o nosso aplauso.” Outro momento de resposta calorosa do público veio quando João Cavalcanti adaptou um verso do samba “Opinião” (Zé Kéti), dando seu apoio às ocupações das escolas pelos estudantes da rede pública: “Da minha escola eu não saio não.”


O show terminou com uma seleção ecumênica de sambas-enredo: de Vila Isabel veio “Kizomba, a festa da raça” (Luiz Carlos da Vila, Jonas e Rodolpho); da Mangueira teve “Cem anos de liberdade: realidade ou ilusão” (Jurandir, Hélio Turco e Alvinho); os portelenses foram representados por “Portela na avenida” (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro); os salgueirenses navegaram em “Peguei um Ita no Norte” (Bala, Arizão, Guaracy, Demá Chagas e Celso Trindade); e do Império Serrano saiu o hino de encerramento: “Aquarela brasileira” (Silas de Oliveira), fazendo da Praça Mauá uma "maravilha de cenário" para o show da sequência, do mestre Paulinho da Viola.