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Com Paulinho da Viola e o coro do povão, Praça Mauá mais parecia ‘o céu no chão’ 07.11.16

Com Paulinho da Viola e o coro do povão, Praça Mauá mais parecia ‘o céu no chão’

Na Praça Mauá dos belos Museu de Arte do Rio (MAR) e Museu do Amanhã, monumental mesmo foi o samba de Paulinho da Viola. Atração da noite de domingo no 54º Festival Villa-Lobos, o cantor e compositor portelense presenteou as milhares de pessoas que lotaram a velha praça reformada com quase duas horas da elegância de sempre, de seu canto macio e um repertório irretocável. Agradecido, o povão heterogêneo – que tinha senhoras de turbante afro, hordas boêmias, crianças que brincavam de pique, gente com estandarte de carnaval... – acompanhou em coro.


A começar pelos grandes sucessos, como “Pecado capital”, “Argumento”, “Dança da solidão”, “Onde a dor não tem razão”, “Timoneiro”, “Sei lá, Mangueira” e a obrigatória “Foi um rio que passou em minha vida”. O setlist teve ainda outras pérolas menos conhecidas de sua obra (como “Coração imprudente” e “Prisma luminoso”) e sambas de fornadas mais recentes, como “Ainda mais” (parceria com Eduardo Gudin), “Talismã” (com Marisa Monte e Arnaldo Antunes) e a inédita “Solidão” (com Maria Vasco), samba dolente interpretado por sua filha, a cantora e atriz Beatriz Rabello.


O momento fora do script ficou para o bis, quando Paulinho da Viola voltou ao palco relembrando Moreira da Silva, de cujo repertório pinçou o samba de breque “Jogando com o capeta” (parceria de Moreira com Ribeiro Cunha), um de seus preferidos. Na sequência, interpretou “Coração leviano” e “Eu canto samba”, este último da sábia letra que versa sobre o fim do samba: “Há muito tempo eu escuto / Esse papo furado dizendo que o samba acabou / Só se foi quando o dia clareou...”