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Jovens cameristas mostram a força da música de câmara no MAR 11.11.16

Jovens cameristas mostram a força da música de câmara no MAR

Vencedor do V Concurso de Música de Câmara do Festival Villa-Lobos, em 2015, o Dualidade Sonora – integrado pela flautista Denusa Castellain e pelo clarinetista Samuel Junior – foi destacado para abrir a série Jovens Cameristas na edição deste ano do festival. A apresentação aconteceu no sábado, 5 de novembro, no auditório do Museu de Arte do Rio – MAR, na Praça Mauá, com entrada franca, e deliciou o público pela delicadeza na execução de um programa interessante que misturou consagrados (Villa-Lobos, Jobim, Escalante, Jolivet) a novos talentos (Wellington Gomes).


Também revelados no concurso de música de câmara do ano passado – que tem tido papel importante não apenas na revelação de novos talentos, mas no fomento a essa manifestação musical fundamental para a formação do artista de concerto – o Windstoss Duo e o Duo Ferreira Richter (segundo e terceiro colocados) deram sequência à série.


Unindo trompete (André Lacerda) e percussão (Clarice Maciel), o Windstoss Duo tem como proposta o estímulo à criação de obras específicas para essa inovadora formação instrumental – o que ficou evidente na apresentação de domingo, dia 6, quando executaram temas como “PROG#1”, de Gilson Santos, e “Dança para Pandeiro Estilo Brasileiro e Oboé”, de Luiz D’Anunciação. A única concessão aberta foi para a figura máxima do festival, Heitor Villa-Lobos, evocado em instigante arranjo de “Ária (Cantilena)”, das Bachianas Brasileiras nº5.  


Tendo como norte a divulgação do repertório latino-americano, o Duo Ferreira Richter se apresentou na terça-feira seguinte, dia 8. Composto pelo clarinetista Bezaleel Ferreira e pela pianista Raisa Richter, o duo fez a ponte entre Brasil (José Guerra Vicente – nascido em Portugal, mas criado no Rio de Janeiro – e José Siqueira), México (Arturo Márquez) e Cuba (Paquito D’Rivera).


Dois dias depois, na quinta-feira, foi a vez do Quinteto de Metais Rio Som espalhar música pelo MAR – dessa vez no pilotis do belo museu, diante de uma instalação artística representando colorida favela carioca. O concerto foi marcado pela sutileza e harmonia no encontro dos instrumentos de metal, algo inesperado devido à força natural desses instrumentos. No roteiro, obras de Villa-Lobos, Henrique Alves de Mesquita e Anacleto de Medeiros (um dos homenageados do Festival), entre outros. O Quinteto de Metais Rio Som é formado por Anderson Medeiros e Mizael Andrade (trompetes), Mateus Lisboa (trompa), Carlos Henrique (trombone) e Marcos Vinicius (trombone-baixo).


Integrado por Wilton Barbosa, Filipe Alves, Mateus Lisboa e Gilieder Verissimo, o Quinteto Carioca de Trompas também aposta em formação inusitada. Atração do quinto show da série Jovens Cameristas, o grupo apresenta, no dia 11, programa eclético, em que populares (Tom Jobim, Sinhô, Pixinguinha, Luiz Gonzaga) se misturam a clássicos (Francisco Braga, Giovanni Gabrieli, Kerry Tucker).


A série seguirá com mais dois concertos, a serem realizados também no pilotis do MAR, sempre com entrada franca. No dia 12, sábado próximo, teremos o Quarteto 4x4, de Felipe Amorim, Rodrigo Revelles, Marco Saldanha e Thiago Martins, saxofonistas egressos da Escola de Música da UFRJ. O programa é aberto com “Frevo”, de autoria do homenageado do ano, Egberto Gismonti. E segue com obras de Victor Assis Brasil, Pixinguinha, Chiquinha Gonzaga, Chico Buarque e do veterano saxofonista espanhol Pedro Iturralde.


No dia seguinte, domingo 13, a série Jovens Cameristas será encerrada pelo Quarteto Unibones, que os trombonistas Jonas Hocherman, Josemar Souza, Misael Silveira e Wanderson Cunha – todos advindos da UNI-Rio – formaram com objetivo de propagar e fomentar repertório específico para o instrumento. Também variado, o programa traz arranjos exclusivos para obras de Biagio Marini, Andrea Gabrieli, Edvard Grieg, Mestre Duda, Adoniran Barbosa e Geraldo Pereira.


Jovens Cameristas foi criada para prestigiar instrumentistas ainda em processo de formação, mas de talento inegável – e, com isso, tornar evidente a força da música de câmara.


Boa sorte a todos na caminhada!


Clique abaixo e conheça um pouco mais os músicos da série:


Dualidade Sonora


Windstoss Duo


Duo Ferreira Richter


Quarteto de Metais Rio Som


Quarteto 4x4


Coral de Trombones da UniRio – Unibones