Ministério da Cultura, Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura, Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, VIVO e BNDES apresentam

Notícias

Duo Gisbranco: Villa, Egberto e Chico César na noite das ‘concertistas desconcertantes’ 12.11.16

Duo Gisbranco: Villa, Egberto e Chico César na noite das ‘concertistas desconcertantes’

Teve piano e voz, pianos e vozes, piano com voz e triângulo e, sobretudo, um senhor duo de pianos. O público que compareceu em peso ao Espaço Tom Jobim na noite de ontem (11/11), viu e ouviu o Duo Gisbranco – das pianistas Bianca Gismonti e Cláudia Castelo Branco – explorar as mais diversas possibilidades musicais num belo espetáculo em duas partes: na primeira, toda instrumental, dividiram com o violoncelista Jaques Morelenbaum um tributo a Villa-Lobos e Egberto Gismonti. Na segunda, alternaram canções e números instrumentais e receberam no palco o cantor e compositor Chico César.


No duplo tributo que abriu a noite, o Duo Gismonti e Jaques Morelembaum alternaram composições dos dois homenageados, entre elas clássicos de Villa (como “Alma brasileira” e os quatro movimentos das “Bachianas brasileiras nº 4”) e de Gismonti (como “7 anéis” e “Forrobodó”, esta com citação do “Trenzinho do caipira”). Antes de interpretarem “O amor que move o sol e outras estrelas” (de Egberto Gismonti), Morelenbaum pediu a palavra e fez uma confissão: “Quando toquei essa música com o Egberto pela primeira vez, Bianca era ainda Bianquinha. Vocês imaginem a minha emoção de tocar a mesma partitura com ela e com a Cláudia.”


Após um breve intervalo no qual a plateia assistiu ao making of do DVD “Duo Gisbranco 10 anos” (lançado ano passado, pela Mills Records), o espetáculo seguiu com um setlist quase todo dedicado ao repertório do DVD, entre composições das duas pianistas (algumas delas feitas em cima de poemas de Chico Cesar) e sucessos de Chico como “Dúvida cruel” e “Templo”, esta interpretada com dois pianos, três vozes e ainda o acompanhamento no violão do cantor e compositor paraibano. Chico, que saudou suas anfitriãs como “essas duas concertistas desconcertantes”, interpretou ainda outras duas músicas de seu repertório: a instrumental “Por causa de um ingresso do festival matou roqueira” e, no bis, “Nato”.


Numa noite que também foi linda de se ver (cuidadosa nos figurinos, na luz e nos elementos cenográficos), outros ótimos números musicais foram a lúdica “Flor de abril” (composição de Cláudia Castelo Branco em homenagem à filha), a buliçosa “Festa no Carmo” (de Bianca Gismonti, dedicada aos pais) e o clássico “Ponteio” (Edu Lobo e Capinan), todas interpretadas só pelo Duo – que encerrou a noite sob os aplausos calorosos da plateia, agradecida ao fim de uma noite de grande homenagem à própria música.