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Mestres ensinam – em cena e fora dela 17.11.16

Mestres ensinam – em cena e fora dela

Ao criar seu projeto de educação na década de 1930, Heitor Villa-Lobos sonhou em ver os brasileiros transformados pela música. Tendo como norte o anseio pedagógico de seu patrono, o 54º Festival Villa-Lobos ofereceu, neste ano, uma verdadeira rede de atividades educativas, conectadas entre si de forma criativa.


Em 2016, além das usuais oficinas – ministradas por músicos-mestres, tendo como discentes os participantes do Concurso de Música de Câmara –, o Núcleo Pedagógico do Festival ofereceu workshops com grandes personalidades da música, a exemplo de Egberto Gismonti, homenageado do ano, e de Zenaida Romeu, maestrina cubana, que puderam passar um pouco de sua vasta experiência a um público heterogêneo de estudantes de música, instrumentistas, cantores, compositores e arranjadores.


Essas atividades permitiram a aquisição de conhecimento técnico musical, a prática de música em conjunto, o exercício interpretativo e o aprofundamento na abordagem teórico-metodológica sobre o repertório da música de câmera, em especial, brasileira. Também serviram de estímulo para a criação de novos grupos e o aperfeiçoamento de formações já existentes.


Em paralelo às atividades do Núcleo Pedagógico do 54º Festival Villa-Lobos, a série Mestres em Cena colocou sob os refletores das salas de concerto grupos de câmara compostos por músicos de seu corpo docente, executando importantes obras do repertório camerístico brasileiro e estrangeiro.


O primeiro concerto da série aconteceu no dia 11 de novembro na Sala Mário Tavares, anexa ao Teatro Municipal do Rio de Janeiro, como abre-alas do Núcleo Pedagógico. Os músicos Daniel Guedes (violino), Jadenir Lacorte (viola), Kayami Satomi (violoncelo), Andre Geiger (contrabaixo) e Lúcia Barrenechea (piano) cumpriram um programa vibrante que incluiu o “Trio para Cordas”, de Villa-Lobos, e o “Piano Quintet in C Minor”, de Vaughan Williams.


O dia seguinte – preenchido de oficinas e workshops das 8h30 às 17h – foi coroado com a apresentação da “Sonatina a Seis”, de Radamés Gnattali, e do “Sexteto em C”, de Francis Poulenc, pelos músicos Lucas Robatto (flauta), Javier Balbinder (oboé), Cristiano Alves (clarinete), Jamil Bark (fagote), Antonio Augusto (trompa) e Lúcia Barrenechea (piano).


Também cheio de atividades, o dia 13 contou com concerto dos mestres do Art Metal Quinteto, composto por Jessé Sadoc e Wellington Gonçalves (trompetes), Antonio Augusto (trompa), João Luiz Areias (trombone) e Eliezer Rodrigues (tuba). Com mais de 20 anos dedicados à divulgação da música brasileira, o Art Metal apresentou, já no Espaço Guiomar Novaes, anexo à Sala Cecília Meireles, as obras “Fantasia sobre Tema de Carlos Gomes”, de Francisco Braga, e, em primeira audição, “Momentos da Prole do Bebê”, criada por Jessé Sadoc tendo a célebre suíte para piano de Villa-Lobos como inspiração.


Formado por Lucas Robatto (flauta), Javier Balbinder (oboé), Cristiano Alves (clarinete), Jamil Bark (fagote), Antonio Augusto (trompa), Daniel Guedes (violino), Jadenir Lacorte (viola), Kayami Satomi (violoncelo) e Andre Geiger (contrabaixo), o Noneto de Rheinberger fechou com chave de ouro a série Mestres em Cena do 54º Festival Villa-Lobos.


O “time dos sonhos” da música de câmara executou obras de Gabriel Fauré (“Pavane, Op. 50”, em arranjo de Jan Van Duffel) e de Josef Rheiberger (“Noneto, Op. 139”, obra rara por sua formação instrumental), para deleite do público.


Clique aqui ouça um trecho do concerto do Art Metal Quinteto.