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Egberto Gismonti e Camerata Romeu abrem alas para o 54º Festival Villa-Lobos 05.11.16

Egberto Gismonti e Camerata Romeu abrem alas para o 54º Festival Villa-Lobos

Quem esteve na Sala Cecília Meireles na noite de sexta-feira passada para assistir ao show de abertura do 54º do Festival Villa-Lobos saiu de lá mais esperançoso e feliz. Uma aura de positividade vibrante - como a música ali executada, em cerca de 1h45 de concerto - conquistou o público que lotava a casa, ansioso para ver o homenageado, Egberto Gismonti, em carne, osso, dedos e música.


Depois de dirigir breves palavras à plateia, agradecendo à organização do Festival pelo convite e pela homenagem, Egberto - de preto, com os cabelos brancos, longos, presos num lenço vermelho - sentou-se ao piano e tocou o seu "Miudinho do Villa", para deleite de uma plateia eclética, que incluía o maestro Edino Krieger, os pianistas Leandro Braga, Itamar Assiere e Delia Fischer, o violonista Jean Charnaux, a atriz Soraya Ravenle e o jornalista Ricardo Cravo Albin, além dos filhos músicos de Gismonti, Bianca e Alexandre (também atrações do Festival).


Ao fim do primeiro número, Egberto chamou ao palco a Camerata Romeu - capitaneada pela maestrina Zenaida Romeu e composta por dezesseis musicistas, todas cubanas - para apresentarem, juntos, quatro movimentos da suíte "Sertões veredas - Tributo à miscigenação", composta pelo homenageado há cerca de dez anos, tendo como inspiração o universo do escritor mineiro Guimarães Rosa. A execução dos movimentos I, V, II e VI, escolhidos para a noite, fez muitos validarem a definição do compositor cubano Leo Brouwer, referindo-se à Camerata Romeu: "A melhor orquestra de música brasileira está em Cuba". Egberto contou ao jornalista Leonardo Lichote de sua admiração pelo conjunto: "Elas têm toda a informação europeia profunda vinda da relação com a antiga União Soviética, e ao mesmo tempo têm uma munheca que conhece as cadências, os ritmos da América Latina".


A noite seguiu com músicas de Egberto apresentadas em diversas combinações. Coube ao próprio a sublime "Dom Quixote", em piano solo. "Bodas de prata" e "Quatro cantos" contaram com a adesão sensível da cellista Maria Clara Lieras, da Camerata. "Eterna" trouxe ao palco a violinista brasileira Ana de Oliveira - convidada especialmente por Egberto para integrar o concerto, assim como o clarinetista José Batista Júnior, também brasileiro. O roteiro teve seu clímax com "Sete anéis" e "Forrobodó", tocadas por Egberto ao lado da orquestra e aplaudidíssimas.


Uma noite memorável, digna de qualquer palco do planeta, e abre-alas contagiante para a programação que seguirá por mais onze dias.


Aproveitem!



Egberto Gismonti - em carne, osso, dedos e uma impressionante criatividade - estará presente no palco do concerto de abertura do 54º Festival Villa-Lobos, cercado por artistas muito especiais, por ele mesmo escolhidos: de Cuba, chegam os extraordinários talentos que formam a Camerata Romeu, criada e dirigida por Zenaida Romeu, e do Brasil, o violino de Ana de Oliveira e o clarinete do Batista Jr.


Todos reunidos para dar início oficial aos festejos pelos 70 anos de Egberto, que serão completados em 2017.