Ministério da Cultura, Governo do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura, Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Secretaria Municipal de Cultura, VIVO e BNDES apresentam

Egberto Gismonti e Camerata Romeu + Ana de Oliveira e Batista Jr.

Sala Cecília Meireles Música sem Fronteiras

Egberto Gismonti e Camerata Romeu + Ana de Oliveira e Batista Jr.

Egberto Gismonti, o grande homenageado da edição 2016 do Festival Villa-Lobos, participa do concerto de abertura do evento, trazendo uma grande novidade: a Camerata Romeu, vinda diretamente de Cuba. Formado apenas por jovens mulheres e dirigida pela maestrina Zenaida Romeu, o grupo o conheceu e logo se apaixonou por sua obra. Além da Camerata, Egberto convida a violinista Ana de Oliveira e o clarinetista Batista Jr., virtuoses em seus instrumentos para participar do espetáculo.

MAIS INFORMAÇÕES:

Tel: 2332-9223 / 2332-9224
Capacidade: 670 lugares
Estacionamento rotativo (acesso pela Rua Teotônio Regadas)
Entrada: R$ 50,00 (plateia) e R $30,00 (plateia superior)
Vendas pelo www.ingressorapido.com.br ou na bilheteria do local (de segunda a sexta de 13h às 18h, ou até o início do concerto). Aceita cartão de crédito e débito.

ENDEREÇO:

Largo da Lapa, 47 - Centro

Release

EGBERTO GISMONTI por Egberto Gismonti

“Eu só faço música para fazer o outro feliz”
(Em entrevista a Mario Mele, Revista Jazz +, 2006)

“Minha música é erudito-popular e necessitou de ambos os universos para ser composta. Esta é uma maneira de pensar a música que estimula a um compositor inquieto.”

“Poderia dizer que é o resultado de minha família; um pai nascido em Beirute, Líbano, e uma mãe em Catania, Itália. Meu pai queria que eu tocasse o piano e dizia ‘que toque um instrumento aristocrático’, e minha mãe me propunha o violão, um instrumento popular; e assim minha música é o resumo de minha casa.”

“Pertence a todos, já está aprovada e é respeitada sem rivalidades; mas o folclore não é para ser copiado, e sim para que nos sirva de inspiração”. (Sobre a música de domínio público)

“Quanto mais me aproximo da minha tradição, mais moderna é minha música.”

“O criador busca singularidade, ou seja, originalidade, e a única maneira de ser moderno é apoiar-se na solidez da tradição; há que se voltar atrás, porque é partir de nossa cultura que podemos desenvolver uma obra musical permanente.”

“Com 60 discos, 30 trilhas para o cinema, 28 músicas para balé e outras tantas composições orquestrais, me tornei um irresponsável que não prepara um setlist (quando toco solo, claro), e isso faz com que eu me mantenha muito conectado comigo e com o que acontece no palco. Tenho quarenta ou cinquenta músicas na cabeça, apesar de seguir um padrão de atuação, já que começo com o violão, porque tem menos som do que o piano; eu gosto de desenvolver um contexto que vai do menor para o maior.”

(Em entrevista ao jornal Clarín:
http://www.clarin.com/extrashow/musica/Egberto_Gismonti-artista-dos-mundos_0_1636636406.html)

Visite http://dicionariompb.com.br/egberto-gismonti/

CAMERATA ROMEU


Foi fundada em Havana, em 1993, por sua regente, Zenaida Romeu, sob o auspício da Fundação Pablo Milanés. Os melhores compositores de Cuba, América Latina e América do Norte têm escrito obras para o grupo, que já receberam várias gravações, como La Bella Cubana (Premio de Música de Cámara y premio de la Crítica), Cuba Mía, Danza de las Brujas, Tampa Habana Oslo, Raigal (Premio Cubadisco) y Non Divisi, de Roberto Valera, nominado al Grammy Latino, Habanaera, de Gerardo di Giusto (Premio Cubadisco), e Sertões Veredas, de Egberto Gismonti (produzido pela ECM, sendo a primeira gravação na história do selo alemão com música gravada por uma orquestra latino-americana, cubana e de mulheres). Tem participado, também, de outras produções discográficas, como Sueños de Ida y Vuelta, con Victor Monge (Serranito) nominado ao Grammy Latino, Habaneras de Cádiz, com Carlos Cano, La Rumba Soy Yo (Vol. II), Cervantes Cuatro Pianos (Prêmio Cubadisco), Músicas del Mundo (1999) e La Isla de la Música, entre outros, além de participar da trilha sonora de vários desenhos animados e longas-metragens de importantes realizadores de Cuba e México. Seu trabalho se encontra registrado, ainda, em vários documentário, entre eles Amor y Magia (1997) de Eva Maura Díaz, Cuerdas de Mi Ciudad (1998) de Mayra Vilasís e Cuba Mía. Retrato de una Orquesta de Mujeres (2002) de Cecilia Domeyko. Com um repertório que vai do Barroco à rumba, converteu-se numa grande escola onde se formam dezenas de jovens instrumentistas que fazem parte, hoje em dia, de importantes orquestras cubanas e de diversas partes do mundo. Em seus 23 anos de carreira, tem participado de muitos festivais internacionais de música e realizado várias turnês, apresentando-se não apenas em grandes palcos, mas também nas mais prestigiosas universidades, tanto de Cuba, como da Espanha, Suécia, Noruega, Bélgica, França, México, Canadá, Venezuela, República Dominicana, Colômbia, Costa Rica e Estados Unidos, entre outras.

Visite https://www.facebook.com/CamerataRomeu/

ZENAIDA ROMEU

Terceira geração de uma família de músicos cubanos notáveis, teve aulas de piano com sua mãe, Zenaida Romeu, de regência coral com Agnes Kralovszky e de regência orquestral com Gonzalo Romeu. Em 1983, foi a primeira mulher graduada em regência orquestral no Instituto Superior de Arte de Cuba. Em 1982, fundou o coro Cohesión, seu primeiro projeto artístico e com o qual renovou o movimento coral cubano, com a inclusão de expressão corporal, gestualidade e um repertório que replicava a tradição instrumental das orquestras tradicionais. Dirigiu temporadas de operetas para a Companhia do Teatro Bellini de Nápoles, numa turnê por toda Itália. Depois de um período na Espanha, regressou a Cuba e fundou a Camerata Romeu. Tem regido, ainda, orquestras sinfônicas nos EUA e Canadá, todas as orquestras cubanas e é regente convidada da Filarmônica Nacional de Cuba. Sob sua direção já atuaram solistas como Michel Legrand, Egberto Gismonti e Barbara Hendricks, entre outros. Dentre os prêmios e condecorações que já recebeu destacam-se o diploma como Hóspede Ilustre da Cidade de Los Angeles e a Ordem pela Cultura Cubana, entre vários outros. É, ainda, docente no Instituto Superior de Arte de Havana.

ANA DE OLIVEIRA


Graduou-se na classe de Rainer Kussmaul, na Staatliche Hochschule für Musik Freiburg, onde viveu por nove anos. Apresentou-se como solista em diversas orquestras na Europa e como camerista em importantes festivais, entre eles Montreux (Suíça), La Villette (França) e Warchauer Herbst (Polônia). No Brasil, desenvolveu uma carreira diversificada e abrangente, atuando como spalla da Orquestra Sinfônica Brasileira durante uma década, criando e liderando vários grupos de câmera como primeiro violino, participando como solista e spalla em diversas gravações de música e trilhas sonoras brasileiras, e exercendo a Coordenação Pedagógica do Movimento MIMO. Hoje é também spalla da Orquestra Sinfônica Nacional/UFF. Foi spalla da Camerata Rio Strings no CD Fantasia Brasileira, indicado ao Grammy de 2005. Desde 2009 é violinista do Trio Puelli, grupo de câmara dedicado à pesquisa, interpretação e registro de obras dos séculos XX e XXI, com o qual lançou os CDs Primma e 3 Américas.

BATISTA JR.

Bacharel e mestre em Práticas Interpretativas pela Escola de Música da UFRJ, é, professor de Clarinete na mesma instituição. De 1999 a 2006 foi vencedor dos concursos Jovens Intérpretes Francisco Mignone (FINEP), Jovens Solistas Rádio MEC, Jovens Solistas da Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ, de Música Câmara de Curitiba e Jovens Solistas da Orquestra Petrobras Pro-Música. Foi membro do Trio Prima e, atualmente, integra o Abstrai Ensemble (grupo dedicado à música contemporânea conjugando o uso de instrumentos tradicionais às novas tecnologias) e o Trio Paineiras (violino/viola, clarinete/clarone e piano, projeto ligado à fomentação de novas obras brasileiras para essa formação). Atuou como clarinete e clarone nas orquestras Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (2002 a 2012), Amazonas Filarmônica (2001-2002) e Sinfônica de Sergipe (1995-2001). Tem colaborado para a realização de eventos científicos, culturais e artísticos - como os três simpósios internacionais de clarinetistas realizados no Rio de Janeiro (2013-2015) -, atuado como professor convidado de instituições e eventos ligados ao clarinete, além de elaborar material didático para o instrumento, dentro do projeto Plataforma Online de Educação Musical: Tocando Juntos, Educação à Distância, da ONG Agência do Bem, projeto que consiste em aulas gratuitas on-line, com o objetivo de iniciar o estudo do clarinete em comunidades carentes e distantes dos grandes centros urbanos. Desde 2011 é artista Devon&Burgani.